Fundada em 2005 na cidade mineira de Patos de Minas, a destilaria Maison Leblon produz cachaças de altíssima qualidade de maneira artesanal. Toda a produção, do cultivo da cana-de-açúcar ao engarrafamento, está sob supervisão do master distiller Gilles Merlet, o qual garante a qualidade da bebida. Produzidas somente com cana-de-açúcar cultivada na própria fazenda, a fermentação é natural e a destilação acontece em alambiques de cobre em pequenos lotes. A Maison Leblon tem o compromisso de minimizar o desperdício, reduzindo a necessidade de energia e preservando o meio ambiente. Nos campos de cana-de-açúcar, todas as folhas e pontas de cana descartadas são fornecidas aos fazendeiros locais para alimentação do gado. O bagaço, que é a cana-de-açúcar exaurida após a prensagem, é utilizado para aquecer a água que corre nas serpentinas de cobre das caldeiras do alambique para uma destilação totalmente autossuficiente. A vinhaça, que é o líquido residual após a destilação, é isolada para um tanque na propriedade da destilaria, onde é permitida a degradação natural. Também é adicionado como adubo natural à cana-de-açúcar junto com o excesso de bagaço não utilizado no aquecimento dos alambiques.

Leblon foi apresentado aos Estados Unidos e ao Brasil em setembro de 2005 e posteriormente aos mercados da Europa em 2006. Atualmente, o Leblon está disponível no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Europa e alguns mercados na Ásia. Em 2013, a marca criou um movimento para 'Legalizar a Cachaça'. A campanha Legalize Cachaça teve como alvo os bartenders, o trade, os consumidores e a imprensa com o objetivo de educar as massas sobre as distinções entre cachaça e rum. A campanha também fez lobby junto ao Escritório de Comércio e Imposto sobre Álcool e Tabaco dos Estados Unidos para reconhecer a cachaça como uma classe ou tipo de bebida destilada sob a autoridade da Lei Federal de Administração de Álcool. Em 25 de fevereiro de 2013, o Escritório de Comércio e Imposto sobre Álcool dos Estados Unidos (TTB) finalmente “legalizou a cachaça”, ao publicar a regra final que reconhecia o espírito nacional do Brasil como um destilado oficial e produto distintivo do Brasil.